sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Como os sistemas digitais estão integrados no nosso dia-a-dia

Resumo:

Este artigo tem como finalidade apresentar ao público leigo, entusiastas de tecnologia e estudantes da área de TI e afins um breve resumo de como é desenvolvido e aplicado os sistemas digitais no nosso dia-a-dia.


Introdução

Os sistemas digitais tornaram-se parte do nosso dia-a-dia devido ao modo intenso pelo qual os circuitos digitais e as técnicas digitais passaram a ser utilizados em quase todas as áreas: computadores, automação, robôs, tecnologias e ciências médicas, transportes, telecomunicações, entretenimento, e assim por diante.

Para chegarmos onde estamos hoje, a construção de sistemas digitais evoluíram desde o uso das grandes válvulas eletrônicas, passando pelos transistores até chegamos aos atuais circuitos integrados (CI) digitais. Essa evolução foi responsável por permitir a implementação de sistemas digitais cada vez mais complexos em um menor espaço físico, utilizando técnicas precisas e sofisticadas durante a fabricação dos CIs.

O baixo custo de fabricação até mesmo dos complexos circuitos integrados (como é o caso dos microprocessadores que usamos em nossos computadores, notebooks e smart-phones), permite que os projetistas incluam cada vez mais funcionalidades nestes sistemas, tornando-os adequados para as mais diversas aplicações.


Segundo De Micheli existem três classes básicas de sistemas digitais: emulação e sistemas de  prototipação, sistemas de computação de propósito geral e sistemas embarcados (embedded systems). Sistemas de emulação e prototipação são baseados em tecnologias de hardware reprogramáveis, onde o hardware pode ser reconfigurado pela utilização de ferramentas de síntese.

Tais sistemas requerem usuários especialistas e são utilizados para a validação de sistemas digitais.
Sistemas de computação de propósito geral incluem computadores tradicionais abrangendo desde laptops até supercomputadores. Tais sistemas são caracterizados pelo fato de que usuários finais podem programar o sistema. Diferentes aplicações são suportadas dependendo do tipo do software utilizado pelo usuário.

Segundo a Webopedia (www.webopedia.com), um sistema embarcado ou embutido (embedded system) pode ser definido como um sistema computacional especializado que faz parte de uma máquina ou sistema maior. Sistemas embarcados são encontrados numa variedade de equipamentos eletrônicos do nosso dia a dia:

(a) produtos de consumo: telefones celulares, pagers, câmeras digitais, video-cassete, vídeo games portáteis, calculadores, etc;

(b) eletrodomésticos: forno de microondas, secretárias eletrônicas, equipamentos de segurança, termostados, máquinas de lavar e sistemas de iluminação;

(c) automação de escritório: máquinas de fax, copiadoras, impressoras e scanners;

(d) automóveis: controle de transmissão, injeção eletrônica, suspensão ativa, freio ABS.


"Esses sistemas embarcados são cada vez mais conectados à internet ou à nuvem, de modo que eles possam ser gerenciados remotamente", diz Irio Bertolini, gerente de marketing de sistemas embarcados da Intel. "Se existir um problema com o equipamento, por exemplo, não há necessidade de chamar um técnico para fazer a manutenção, mas o próprio usuário pode realizar esses ajustes de maneira remota".

Os primeiros protótipos dotados de sistemas embarcados inteligentes dão uma ideia de como será nossa relação com equipamentos que estarão constantemente online e prontos para nos servir. Uma grande mudança é que, agora, é a tecnologia que vai se adaptar à nossa vontade. E não o contrário.

O uso de sistemas embarcados em projetos inovadores já é realidade há algum tempo no Brasil. As urnas eletrônicas utilizadas nas eleições são o principal exemplo disso. "Carros conectados, sistemas de computação industrial, sistemas de monitoramentos de imagem, sinalização digital, controle de tráfego, entre outros são apenas alguns exemplos dessas novas máquinas conectadas", afirmou Bertolini.

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