Resumo:
Este artigo tem como finalidade apresentar ao público leigo,
entusiastas de tecnologia e estudantes da área de TI e afins um breve resumo de
como é desenvolvido e aplicado os sistemas digitais no nosso dia-a-dia.
Introdução
Os sistemas digitais tornaram-se parte do nosso dia-a-dia
devido ao modo intenso pelo qual os circuitos digitais e as técnicas digitais
passaram a ser utilizados em quase todas as áreas: computadores, automação,
robôs, tecnologias e ciências médicas, transportes, telecomunicações,
entretenimento, e assim por diante.
Para chegarmos onde estamos hoje, a construção de sistemas
digitais evoluíram desde o uso das grandes válvulas eletrônicas, passando pelos
transistores até chegamos aos atuais circuitos integrados (CI) digitais. Essa
evolução foi responsável por permitir a implementação de sistemas digitais cada
vez mais complexos em um menor espaço físico, utilizando técnicas precisas e
sofisticadas durante a fabricação dos CIs.
O baixo custo de fabricação até mesmo dos complexos
circuitos integrados (como é o caso dos microprocessadores que usamos em nossos
computadores, notebooks e smart-phones), permite que os projetistas incluam
cada vez mais funcionalidades nestes sistemas, tornando-os adequados para as
mais diversas aplicações.
Segundo De Micheli existem três classes básicas de sistemas
digitais: emulação e sistemas de prototipação,
sistemas de computação de propósito geral e sistemas embarcados (embedded systems).
Sistemas de emulação e prototipação são baseados em tecnologias de hardware reprogramáveis,
onde o hardware pode ser reconfigurado pela utilização de ferramentas de
síntese.
Tais sistemas requerem usuários especialistas e são
utilizados para a validação de sistemas digitais.
Sistemas de computação de propósito geral incluem computadores
tradicionais abrangendo desde laptops até supercomputadores. Tais sistemas são
caracterizados pelo fato de que usuários finais podem programar o sistema.
Diferentes aplicações são suportadas dependendo do tipo do software utilizado
pelo usuário.
Segundo a Webopedia (www.webopedia.com), um sistema embarcado
ou embutido (embedded system) pode ser definido como um sistema computacional
especializado que faz parte de uma máquina ou sistema maior. Sistemas
embarcados são encontrados numa variedade de equipamentos eletrônicos do nosso
dia a dia:
(a) produtos de consumo: telefones celulares, pagers,
câmeras digitais, video-cassete, vídeo games portáteis, calculadores, etc;
(b) eletrodomésticos: forno de microondas, secretárias
eletrônicas, equipamentos de segurança, termostados, máquinas de lavar e
sistemas de iluminação;
(c) automação de escritório: máquinas de fax, copiadoras,
impressoras e scanners;
(d) automóveis: controle de transmissão, injeção eletrônica,
suspensão ativa, freio ABS.
"Esses sistemas embarcados são cada vez mais conectados
à internet ou à nuvem, de modo que eles possam ser gerenciados
remotamente", diz Irio Bertolini, gerente de marketing de sistemas
embarcados da Intel. "Se existir um problema com o equipamento, por
exemplo, não há necessidade de chamar um técnico para fazer a manutenção, mas o
próprio usuário pode realizar esses ajustes de maneira remota".
Os primeiros protótipos dotados de sistemas embarcados
inteligentes dão uma ideia de como será nossa relação com equipamentos que
estarão constantemente online e prontos para nos servir. Uma grande mudança é
que, agora, é a tecnologia que vai se adaptar à nossa vontade. E não o
contrário.
O uso de sistemas embarcados em projetos inovadores já é
realidade há algum tempo no Brasil. As urnas eletrônicas utilizadas nas
eleições são o principal exemplo disso. "Carros conectados, sistemas de
computação industrial, sistemas de monitoramentos de imagem, sinalização
digital, controle de tráfego, entre outros são apenas alguns exemplos dessas
novas máquinas conectadas", afirmou Bertolini.



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